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sundays

Hoje é domingo, um domingo que não parece domingo por conta da pandemia, mas que apesar de várias situações de arrepiar os cabelos do cu me rendeu muitas reflexões necessárias.

Desde criança eu tenho uma relação ruim com domingos, meus pais, crentes fanáticos, sempre faziam esse dia ser péssimo pela obrigação de estar na igreja duas vezes no dia(o que na minha adolescência virou três fucking vezes), não importava se a gente(eu e minhas irmãs) não estávamos afim ou se a gente estava indisposta ou até mesmo doente(!!!) era regra. Fazer aniversário domingo era um verdadeiro inferno porque a tradição não podia ser quebrada só por conta de um aniversário, o que Deus ia pensar da gente se a “família feliz” não aparecesse na igreja??? ~risos~

Eu não vou mentir e dizer que a minha vida indo pra igreja sempre foi horrível e que todo o domingo eu esperneava pra não ir, isso só começou a acontecer depois dos meus 14~15 anos, quando eu finalmente resolvi questionar tudo que eu fazia na vida, porque eu fazia e parou de fazer sentido pra mim aquela religião e todas aquelas doutrinas escrotas que só servem pra controlar pessoas, seus corpos(principalmente o de mulheres), suas atitudes e escolhas etc.

Mesmo assim eu só consegui me ver livre de tudo isso com 19, quando eu finalmente sai de casa e domingos se tornaram angustiantes. Não tinha muito o que fazer, os amigos geralmente ficavam com as suas famílias e durante um tempo o dia que eu menos queria ver a minha família era no domingo. Depois desse momento eu do nada estava num relacionamento morno (morno desde que começou), onde eu tentava a todo custo depositar a minha carência familiar, onde eu criei um milhão de expectativas de que ali com aquele cara, eu teria a minha versão de “família”, eu não ia me sentir sozinha nunca mais, ninguém ia tentar me controlar nunca mais e os meus domingos seriam perfeitos.

Fui morar junto com quatro meses de relacionamento, e os meus domingos continuaram vazios (talvez o problema fosse eu afinal), o que era morno virou um iceberg e eu levei esse relacionamento por quase 4 anos, infeliz, vazia, sem saber onde eu estava e porque eu continuava com uma pessoa que não me amava (isso era tão claro!), não me respeitava e nunca teve um pingo de consideração ou gratidão. Quartos separados, domingos separados e eu criei alguns hábitos: acordava cedo e ia na feira comer a melhor tapioca de frango com queijo da vida, na hora do almoço pegava Tony e Loki e vinha almoçar na minha vó, voltava pra casa antes do culto na noite, as vezes saia pra beber de noite ou ficava em casa vendo filme até dormir ~segunda seria um dia melhor~

Finalmente sai do relacionamento e daquela casa no inicio da pandemia e vim morar com a minha vó até poder recompor a minha vida e até tudo isso passar e as coisas voltarem ao “”normal””. Hoje nem parece domingo mas foi um dos melhores que eu já tive, peguei um sol, dei banho nos cachorros, comi bem, tirei uma soneca boa, e to com um bolo de laranja no forno que não tá dando muito certo aparentemente, mas que eu vou comer feliz que só, nada de muito especial né, mas finalmente eu não estou mais vazia, eu tô cheia de mim.

Talvez o dia esteja diferente porque todos os dias nessa pandemia parecem sexta, sábado e domingo (pra mim né, que eu estou podendo ficar isolada em casa), mas isso não me importa, eu tõ bem e ponto.

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quarentenando/receita biscoito

assim como a maioria das pessoas eu estou enlouquecendo, preocupada com o futuro e sem conseguir lidar com o presente. o pior é que eu realmente tenho mil coisas pra fazer (tem a aula de francês, tem o concurso que adiou mas que deve rolar esse ano ainda, tem roupa pra lavar, mil vídeos de exercícios físicos pra fazer em casa) e mesmo assim eu só tenho passado o dia jogando bubble witch enquanto a minha vó vê todos os telejornais possíveis desde 7 da manhã, e minha tia fica assistindo os vídeos sobre corona vírus que mandam pra ela no whatsapp no último volume. nas real eu ainda não consegui assimilar as mudanças que aconteceram todas ao mesmo tempo na minha vida, mudar de casa em plena quarentena, ser autônoma e não conseguir trabalhar, logo não ter dinheiro pro depósito da casa que eu ia alugar e ter que vir morar com a minha vó(que eu amo muito mas que é extremamente diferente de mim e de tudo que eu vivo e defendo). esse tempo seria perfeito pra colocar a cabeça no lugar e priorizar coisas, mas como é que coloca a cabeça no lugar quando todo o resto do mundo está perdido????quando me bate um mínimo de ânimo eu só penso em cozinhar e esses dias eu fiz essa receitinha da dani noce de biscoitinhos de leite condensado que eu acrescentei doce de leite e goiabada e ficou perfeitinho, com pedaços de chocolate em cima deve ficar melhor ainda. minha recente tentativa é a de me exercitar com os vídeos da madfit que eu achei bem tranquilos de acompanhar, esperemos cenas dos próximos capítulos

https://www.daninoce.com.br/receitas/biscoito-de-leite-condensado/

https://www.youtube.com/channel/UCpQ34afVgk8cRQBjSJ1xuJQ
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não sei colocar títulos

meus maiores talentos: não saber como começar textos, não saber colocar títulos ou legendas, não saber quando colocar pontos finais, não dar continuidade as coisas e o principal não saber como colocar uma vírgula pra respirar e depois retomar de onde parei. pela milésima vez tentando retomar o hábito de escrever em uma plataforma diferente, pela milésima vez personalizando um layout que talvez eu só use dessa vez e depois exclua tudo ~aquelas~. o lado bom de toda essa loucura é que pelo menos eu consigo recomeçar, e a vida é sobre isso, se recompor e seguir deixando tudo que não lhe cabe mais em seus devidos lugares. é sobre construção, reconstrução e desconstrução.eu espero escrever muita merda até que tudo faça sentido e deixe de ser tão caótico e angustiante e confuso pra mim e pra qualquer pessoa que sem querer chegue nesse blog.